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Dermatite herpetiforme

Friday, June 6th, 2008

A dermatite herpetiforme é uma enteropatia que afeta o intestino delgado em adultos e crianças geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de alimentos que contém glúten. É muito comum, ocorrendo em uma a cada 100 a 300 pessoas, mas como na maioria dos portadores causa sintomas mínimos ou ausentes, geralmente não é diagnosticada. Ocorre mais comumente em mulheres, na proporção de 2:1 e é mais comum em parentes de primeiro grau de portadores.

Histórico

Também conhecida como uma variante da doença celíaca, a dermatite herpetiforme danifica o organismo do paciente mas também ataca a pele, gerando varias feridas.

Fisiopatologia
Sintomas Típicos

Em adultos:

  • diarréia crônica
  • perda de peso
  • anemia
  • distensão abdominal
  • adinamia e fraqueza

Em crianças:

  • retardo no desenvolvimento, baixa estatura, perda de peso
  • vômitos
  • diarréia
  • dor abdominal recorrente
  • desnutrição proteico-calórica

Em ambos:

  • anemia por deficiência de ferro
  • neuropatia periférica

Condições Associadas

A dermatite herpetiform pode estar associada a outras condições:

  • câncer - há maior risco de linfoma não-Hodgkin, adenocarcinoma do intestino delgado e carcinoma de células escamosas esofágico ou orofaríngeo
  • osteoporose
  • redução na fertilidade
  • outras doenças autoimunes - especialmente diabetes tipo 1, hepatite autoimune, tireoidopatia e síndrome de Sjögren
  • doença celiaca

Tratamento

O tratamento é a dieta estritamente sem glúten, por toda a vida. Com a dieta correta, há regressão completa da lesão intestinal e dos sintomas.

Otão II, Sacro Imperador Romano-Germânico

Tuesday, May 20th, 2008

Otão II (955 – 7 de Dezembro de 983, Roma), foi o terceiro governante germânico da Dinastia otoniana, da Casa de Saxónia.

Otão foi nomeado rei co-regente de Itália e Germânia, com o seu pai, Otão I do Sacro Império Romano-Germânico em 961 e tornou-se co-imperador em 967. Casou-se com Teófana, filha do Imperador Romano II do Império Romano do Oriente, a 14 de Abril de 972. Depois da morte de seu pai, em 973, foi aceite como imperador do Sacro Império Romano sem qualquer oposição.

Otão prosseguiu a política do seu pai no sentido de fortalecer o domínio imperial na Germânia, além de a estender de forma mais profunda na península itálica. Henrique II, duque da Baviera, revoltou-se em 974, conseguindo-se a paz apenas em 978. No ano seguinte, Otão recebeu a submissão da Boémia e da Polónia. Nesse mesmo ano, Lotário de França invadiu a Lorena, a que Otão resignará mais tarde, em 980. Com os territórios da Alemanha assegurados, Otão decidiu invadir Itália, mas seria expulso pelos árabes em 982. No verão seguinte, convocou uma Dieta em Verona para confirmar o seu filho, Otão III, como rei da Germânia. Morreu mais tarde nesse ano, durante uma campanha a Veneza. Enquanto permanecia em Itália, uma invasão eslava empurrou os alemães para oeste do rio Elba, ainda que o domínio sobre o território estivesse bem assente, na data da sua morte.

Imipramina

Monday, May 19th, 2008

A Imipramina é um antidepressivo triciclico, portanto antigo e com inúmeros efeitos colaterais.

Os principais efeitos colaterais que podemos citar são:

  • Secura da boca, o que propicia o aparecimento de cáries, para contornar o problema a pessoa deve tomar pequenos e constantes goles de água e evitar gomas de mascar com açúcar
  • Constipação (prisão de ventre) que deve ser regulado com enriquecimento de fibras na dieta e não com laxantes
  • Tonteiras, zumbidos ou dores de cabeça, sedação
  • Ganho de peso e aumento do apetite. Pessoas propensas a obesidade devem estar atentas ao ganho de peso e aos excessos de açúcar na dieta.
  • Possui um leve efeito arrítmico. Pessoas com problemas cardíacos devem fazer um eletrocardiograma antes de começar o tratamento, depois repetir o mesmo exame para avaliar possíveis problemas.
  • Diminuição da libido. Este problema pode ser controlado com a diminuição da dose do remédio.
  • Facilita o surgimento de crises convulsivas em pessoas com epilepsia.
  • Embaçamento da visão. Caso esteja prejudicando as tarefas pessoais ou o trabalho a dose deve ser diminuida.
  • Sensação de cansaço e fraqueza muscular.

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Mary Mallon

Sunday, May 11th, 2008

Mary Mallon (23 de setembro de 1869, Cookstown, Condado Tír Eoghain (Tyrone, em inglês), Irlanda do Norte – 11 de novembro de 1938, Nova Iorque), também conhecida como Maria Tifóide.

Mary emigrou sozinha para os Estados Unidos em 1883. Embora tenha contraído febre tifóide, seu caso foi de gravidade baixa. Seu organismo conseguiu deter os efeitos nocivos da bactéria que causa a doença, mas continuou capaz de transmitir a enfermidade a outras pessoas, ainda que estivesse aparentemente saudável.

Como não detinha grandes qualificações profissionais, trabalhou como empregada doméstica nas vizinhanças de Nova Iorque, exercendo a função de cozinheira entre 1900 e 1907, período em que contaminou dezenas de pessoas — com um caso fatal, inclusive. Constatada sua situação, foi isolada em um hospital pelas autoridades sanitárias, tendo sido liberada após 3 anos, com a condição de que não voltasse a manipular alimentos. Entretanto, em 1915 voltou a cozinhar, reiniciando a difusão da doença. Por conta disso, Mary foi confinada numa “quarentena” que durou o resto de sua vida. Faleceu aos 68 anos, vítima de pneumonia. A autópsia revelou que ela continuava uma potencial irradiadora da febre tifóide.

À época, a atitude do poder público e da sociedade face a Mary foi tida como uma manifestação do preconceito contra os imigrantes, especialmente os irlandeses. No entanto, o desenrolar dos fatos mostrou que ela era, sim, responsável por contaminar outras pessoas, mesmo que não intencionalmente.

Desde então, “Maria Tifóide” (em inglês, Typhoid Mary) é um termo usado para designar aquele(a) que, aparentemente saudável, é capaz de transmitir doenças aos demais, especialmente quando se recusa a fazer exames ou a tomar atitudes para minimizar o risco de propagação de moléstias graves. Exemplo recente deste comportamento pode ser verificado na propagação da AIDS.

“Maria Tifóide” é, também, o nome de uma personagem da Marvel, criado em 1988.

Dieta de Worms

Saturday, April 26th, 2008

A Dieta de Worms (em Alemão: Wormser Reichstag) foi, como qualquer Reichstag (sessão do governo imperial), uma cimeira oficial, governamental e religiosa. Chefiada pelo imperador Carlos V, teve lugar em Worms, na Alemanha, uma pequena cidade no rio Reno, tendo lugar entre 28 de Janeiro e 25 de Maio de 1521.

Apesar de outros assuntos terem sido discutidos, a Dieta de Worms é sobretudo conhecida pelas decisões respeitantes a Martinho Lutero e os efeitos subsequentes na Reforma Protestante. Lutero foi convocado para desmentir as suas teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma, entre 16 e 18 de Abril de 1521.

Célebres tornaram-se as suas palavras: “Hier stehe ich. Ich kann nicht anders”.
(Aqui estou. Não posso renunciar).

Ele foi obrigado a deixar Worms em 25 ou 26 de Abril. A 25 de Maio, o Édito de Worms declarava Lutero um fora-da-lei.

Medula óssea

Sunday, April 6th, 2008

A medula óssea, popularmente conhecida como “tutano”, é um tecido gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários ossos e fabrica os elementos figurados do sangue periférico como: hemácias, leucócitos e plaquetas.
A medula óssea é, pois, um órgão hematopoiético. Ela é constituida pelas linhagens que originam os três elementos citados acima, de células que tomam parte na fabricação do osso (osteoblastos e osteoclastos), de células e fibras que compõem uma malha para sustentar todas as células referidas (fibras e células reticulares).

É no interior dos ossos, na Medula Óssea, onde estão as células progenitoras das células sanguíneas. Ali também têm origem as alterações que vão ser responsáveis por inúmeras doenças.

A medula óssea é constituída por um tecido esponjoso mole localizado no interior dos ossos longos. É nela que o organismo produz praticamente todas as células do sangue: glóbulos vermelhos (Eritrócitos), glóbulos brancos (Leucócitos) e plaquetas (Trombócitos). Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação. Trata-se portanto de um tecido de grande atividade evidenciada pelo grande número de multiplicações celulares.

Estima-se que num adulto médio, com aproximadamente 5 litros de sangue, existam em cada centímetro cúbico de sangue cerca de 4,5 milhões de glóbulos vermelhos, 6 mil glóbulos brancos e 300 mil plaquetas. Isso significa um total aproximado de 22,5 bilhões de glóbulos vermelhos, 30 milhões de glóbulos brancos e 1,5 bilhão de plaquetas.

As células sanguíneas têm vida curta: os glóbulos vermelhos têm uma vida média de 120 dias, os glóbulos brancos vivem em média 1 semana, as plaquetas 9 dias. Há, portanto, células permanentemente morrendo, sendo destruídas ou eliminadas e substituídas por novas células normais.

Ao nascermos todos os nossos ossos contém medula capaz de produzir sangue: a medula vermelha. Com a passagem dos anos, a maior parte da medula vai perdendo sua função, sendo substituída por tecido gorduroso que passa a ser chamada de medula amarela.

No adulto apenas alguns ossos continuam exercendo essa função: as costelas, o corpo das vértebras, as partes esponjosas de alguns ossos curtos e das extremidades dos ossos longos dos membros superiores e inferiores, assim como o interior dos ossos do crânio e do esterno.

Os outros ossos do esqueleto do adulto possuem medula amarela e portanto, em condições normais, são incapazes de produzir sangue. Quando há uma necessidade maior, como no caso de uma anemia, parte desta medula óssea amarela pode voltar a produzir células sanguíneas.

A medula óssea mantém-se em actividade intensa e ininterrupta para produzir células sanguíneas e para isso depende de abundante e contínuo suprimento de substâncias.

Para elaborar novos glóbulos vermelhos ela aproveita restos de glóbulos vermelhos envelhecidos e destruídos. O ferro contido na hemoglobina é deixado na medula pelos Eritrócitos que chegam ao fim da vida e novamente utilizado pela medula para formar novas moléculas de hemoglobina.

Células fagocitárias do baço, fígado, gânglios linfáticos e da própria medula encarregadas de englobar os glóbulos envelhecidos e destruí-los no interior do seu citoplasma, lançam o ferro na circulação para aproveitamento futuro. Grande parte deste ferro fica armazenado no fígado e na medula. O ferro da dieta, absorvido pela mucosa do intestino delgado, complementa as necessidades diárias deste elemento.

Outra substância indispensável ao funcionamento do tecido hematopoético é a vitamina B12. Quantidades muito pequenas desta vitamina são necessárias diariamente, mas para que ela seja absorvida e aproveitada pelo organismo, exige a presença do factor intrínseco da vitamina B12, açúcar de natureza complexa, sintetizado pelas células da mucosa do estômago.

A falta desta substância leva a uma diminuição da produção de células sanguíneas pela medula e o aparecimento de precursores de tamanho aumentado, os megaloblastos. A este tipo de anemia denomina-se anemia megaloblástica. O ácido fólico, uma das vitaminas do complexo B, também está relacionado com a produção dos glóbulos vermelhos pela medula óssea. As duas substâncias desempenham importantes papéis em numerosas reacções bioquímicas que envolvem os ácidos nucleicos.